Redação
Após leve recuo na semana anterior, o custo da cesta básica voltou a subir em Cuiabá e atingiu um novo recorde. Segundo levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), o valor médio chegou a R$ 844,04 na terceira semana de abril — alta de 0,81% em relação à semana anterior. O montante representa um aumento de 9,82% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando a média era de R$ 768,59.
Diante da escalada dos preços, representantes do setor comercial se reuniram com o governo estadual para buscar alternativas que aliviem o impacto no bolso dos consumidores. Na quinta-feira (17), o presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior, e o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios de Cuiabá (Sincovaga), Kassio Catena, se encontraram com o secretário adjunto da Receita Pública (SARP), Fábio Pimenta, para discutir a redução do ICMS de produtos como batata, alho e cebola.
“Esses alimentos, por não serem produzidos em Mato Grosso, chegam ao nosso estado com preços mais altos. Reduzir a carga tributária desses itens é um passo importante para tornar a cesta básica mais acessível, aumentar o poder de compra do consumidor final e aliviar o peso no orçamento das famílias mato-grossenses”, destacou Wenceslau Júnior.
Entre os produtos que mais contribuíram para a alta no valor da cesta está a batata, que teve aumento de 3,34% na semana, sendo vendida a R$ 5,16 o quilo. Apesar de estar mais barata do que no mesmo período de 2024, o produto acumula cinco semanas consecutivas de alta, influenciado por problemas climáticos e pragas nas regiões produtoras. A tendência, segundo o IPF-MT, é de novos aumentos com o início da entressafra.
Outro item que continua em alta é o café, que registrou variação de 4,66% na semana e está sendo comercializado a R$ 29,90 o pacote de 500g. A combinação entre a onda de calor, a seca prolongada e o aumento da demanda tem pressionado os preços, que subiram 89,71% em um ano.
O tomate também ficou mais caro, com alta de 4,42% e preço médio de R$ 11,11 o quilo. A redução da oferta, provocada tanto pelo clima ameno quanto pelo fim da safra em algumas regiões, tem sido apontada como principal fator para o encarecimento.
Por outro lado, o óleo de soja apresentou queda de 6,60% na semana, sendo vendido a R$ 8,04 o litro. A baixa nas exportações, aliada à alta oferta da matéria-prima no mercado interno, contribuiu para a redução. Ainda assim, o produto está 13,35% mais caro em relação à mesma semana do ano passado.
O Sistema S do Comércio em Mato Grosso — que inclui Fecomércio, Sesc, Senac e IPF — é presidido por José Wenceslau de Souza Júnior e integra a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), sob comando de José Roberto Tadros.
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